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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Campanhas com mulheres com reais (WTF)



Quando leio notícias com pérolas como estas: “As marcas estão a ter cada vez mais apreocupação de aproximar as campanhas das mulheres reais” revolta-me o estomago.
A culpada é a Dove desde que teve a infeliz ideia de falar de beleza para mulheres reais.
Pois é que as modelos de profissão não são reais, são um produto da nossa imaginação, elas não existem são hologramas projetados por computadores e desenhadas por homens em 3D.
Aliás mulheres magras, bonitas, altas e tonificadas não existem, ou vá lá, são um espécimen em extinção.

Sim, eu sei que as modelos têm maquilhagens e cabeleireiros a pô-las mais bonitas e depois existe o Photoshop que coloca tudo bem direitinho e no sítio, mas as campanhas com as modelos reais não usam os mesmos artifícios?
O que eu gostava mesmo de ver eram campanhas com modelos com pelos encravados, borbulhas visíveis, cicatrizes, cabelos com pontas descoloradas, estria, celulite de último grau.
Sim porque elas têm excesso de peso, sim excesso de peso, mas têm um corpo harmonioso, kg de maquilhagem, zero celulite, cabelos fantásticos, sobrancelhas perfeitamente alinhadas e aquele ar prefeito.
Para cúmulo o anúncio em questão ainda mostra uma mulher bem-sucedida, que tem tempo para praticar desporto, vestir lindos vestidos e com cara de quem acabou de sair do SPA.
Uma pessoa aguenta ver anúncios de gajas boas, elegantes e sem falhas porque pensa que essa perfeição está apenas ao alcance de uma minoria privilegiada com uns genes de ouro.
Mas não dá para aguentar quererem tornar todas as mulheres nesse ideal perfeito e harmonioso.
E o que o mulherio faz? Bate palminhas de contente.
Não percebe que mais uma vez as querem manipular. O que eles vos estão a dizer é que podem ser cheiinhas mas mesmo assim têm de estar sempre lindas e perfeitas nem que para isso usem mil e uns artifícios como cintas e soutiens.
Nem pensar em ter um aspeto menos polido nem que para isso tenham de ter dotes de esteticista, cabeleireira e modista, porque quando o dinheiro não chega para isso há que resolver o problema em casa.

Acho muito bem que se tenha a atenção e se tomem medidas para que as modelos não sejam extremamente magras, mas o que é demais é exagero.
As pessoas magras e muito magras já são vítimas de gozo e de humilhação, será que não percebem com isto que ainda as fragilizam mais e ainda dão mais motivos às pessoas para gozarem com elas?

As mulheres gostam de ser manipuladas e no fim de contas ainda acham que são elas as manipuladoreas.
The joke was on you.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Elie Saab faz-me sonhar.




Se há algo que me dá pena é não ter mais ocasiões, nem dinheiro vá, para usar mais vestidos de gala, adoro de paixão vestidos compridos, especialmente se forem ricos em detalhes ou elegantes na simplicidade.
Fosse eu frequentadora das red carpets do mundo e provavelmente só usaria Elie Saab já que o criador consegue colocar em vestidos todo o meu imaginário.
Vestidos cravados de pedrarias e lantejoulas, dourados com transparência pronunciadas que parecem inspirados nos contos de fadas e em personagens de livros como Senhor dos Anéis, Crónicas de Nárnia ou Guerra dos Tornos nas mãos erradas seriam pavorosos, pesados e vulgares.
Mas com Elie Saab tudo é diferente os vestidos ganham uma leveza e uma elegância que nos fazem suspirar. O meu problema seria escolher o que levar em cada ocasião.

Lindos, lindos de morrer.
















Fotos: Getty Images